sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Desapontamento

Notei um enorme número de comentários maldosos em relação aos meus textos. Algumas críticas são muito boas, servem para me fazer melhorar, porém quando a coisa começa a ficar pessoal é complicado. Eu era muito liberal com a moderação dos meus comentários, mas a atitude infantil de pessoas que eu se quer conheço, me fizeram ter outra postura.

Lembrando a todos que não sou phD em história, apenas uma universitária, e mesmo que fosse phD não saberia de tudo. Acaso ninguém ouviu falar em Sócrates? É impossível deter todo o conhecimento do mundo e escrever textos perfeitos. Faço apenas sínteses para ajudar as pessoas em suas pesquisas. Sou totalmente contra o ctrlC e ctrlV em trabalhos escolares, é até por esse motivo que EU não publico meus textos mais completos.

Então, se alguém discorda da minha posição, sinta-se à vontade para não mais visitar o blog.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Os Assírios – Das origens ao fim do império

ANTES DE TUDO, GOSTARIA APENAS DE COMPARTILHAR COM TODO MUNDO QUE, ENFIM, O MEU PROJETO DE PESQUISA FOI APROVADO PELA FACULDADE RECENTEMENTE. DEPOIS DE TANTO ESFORÇO, É GRATIFICANTE SABER QUE VALEU A PENA. AGORA É SÓ CONTINUAR A PESQUISA.


Por: Lynn Glommy

Os Assírios foram povos de origem semita. Eram nômades e viviam da caça e do pastoril. São conhecidos pela cultura cruel e sanguinária com a qual flagelavam os povos vencidos.

No início do império assírio, a Babilônia estava no apogeu e sua superioridade aos assírios faz com que esses se tornem seus vassalos por um tempo.

Mas isso logo acabou, pois as lutas travadas contra os indo-europeus favoreceram o crescimento da Assíria, o que resultou na formação de um pequeno reino com sede em Assur (Mais tarde transferida para Nínive).

Os assírios eram povos que adoravam a prática de guerrilha. Seu poderio bélico era grandioso. Além disso, eles estavam estabelecidos numa região de ótimas condições geográficas e tudo isso contribuiu grandemente para as conquistas assírias, pois além de conquistar a região da Mesopotâmia, eles expadiram-se para a Armênia, Síria, Fenícia, Palestina e Egito.

A Assíria teve muitos soberanos, os principais foram:

· Teglatfalasar – Conquistou a Babilônia;

· Sargão II – Um dos mais importantes, pois durante seu império, a Assíria atingiu seu apogeu. Sargão fundou a dinastia Sargônida, conquistou o trono pela violência. Destruiu a Samaria, conquistou a Síria e fez com que o exército assírio se tornasse seu instrumento de conquista;

· Senaqueribe – Filho de Sargão II. Tinha uma ótima reputação militar e isso o ajudou em suas muitas conquistas;

· Assurbanipal.

Mesmo com tudo isso, o império assírio começou a decair. Entre outros motivos destacam-se a falta de interesse econômico, as intrigas palacianas, o tratamento rude que praticavam com os povos vencidos, os cegando, esfolando-os vivos e até mesmo arrancando suas cabeças e fincando em toras de madeira para servir de “adorno” aos portões da cidade. Essas práticas cruéis causaram ódio aos povos dominados que conseguiram se livrar do tratamento especial dos assírios, e fez com que esses povos se rebelassem contra a Assíria.

Com um cenário totalmente degradado, a Assíria decai ainda mais. É aí que chega Nabopolassar, em 612 a. C. invadindo e logo conquistando Nínive e fundando lá, o Segundo Império Babilônico. Era o fim do tirano império assírio.

A Assíria teve uma enorme importância para a história da humanidade. Além de tudo, eles foram um dos povos que mais conseguiram expandir seu território, mesmo que temporariamente. Além disso, foram os assírios que tiveram o primeiro exército organizado da história, com tropas de arqueiros, lanceiros, uso de carros de combate e cavalaria. Sem falar na contribuição às artes, com seus baixos-relevos em glorificação ao deus Assur.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Mudança de paradigmas na sala de aula

Todo professor já foi aluno, não é mesmo?! Se a gente inverter os lados e nos vermos, um pouco como alunos e não como professores, poderíamos muito bem, tentar encontrar os principais problemas na sala de aula.

O que você menos gostava na atitude de seus professores? O que te fazia perder a atenção? O que te fazia ter sono? O que te fazia detestar um professor? Será que você não está agindo da mesma forma que eles?

Educar é um desafio diário. Quanto a isso não restam dúvidas, mas nós, educadores, podemos tornar esse desafio mais agradável fazendo uma auto-avaliação, questionando nossos métodos e nos atualizando para trazer coisas atrativas aos nossos alunos.

Voltando novamente ao passado, quando você era aluno. Será que você não tinha algum professor que todos gostavam de suas aulas, de seus métodos de ensino, os quais todos conseguiam compreender bem o assunto proposto? Com certeza, ao menos uma vez na sua vida isso aconteceu. Então tente reproduzir o modo de ensinar desse professor. Não é plágio, nem imitação, é didático e válido se isso o ajudar.

Nenhum estudante gosta do professor que não conversa, que não se interessa por seus alunos, que não pergunta sobre suas vidas, sobre o matéria ensinada. O professor deve demonstrar interesse por cada um de seus alunos e deve questionar à turma se a sua forma de lecionar está sendo clara e algo muito importante: Deve falar a “língua” de seus alunos, usando um vocabulário que se adéqüe ao perfil da turma. Esse diálogo é essencial para um bom relacionamento entre alunos e professor, tornado a sala de aula um local de troca de conhecimentos.

Uma coisa que vale lembrar é que a confiança dos alunos é ganha com o tempo. Seja paciente. Não grite com a turma, isso só fará ela te detestar. Mostre que você pode ser diferente e espere alguns dias até que os alunos percebam isso. É preferível ser amado que ser temido na sala de aula. É preferível demonstrar autoridade e não autoritarismo. Quando for necessário repreender os alunos, faça-o de uma forma amistosa e civilizada, não expondo os defeitos deles, mas mostrando uma maneira de melhorá-los.

Outro recurso que os alunos adoram e que é muito interessante para o aprendizado é trazer ferramentas diferentes para a sala de aula, como música, teatro, jogos, dinâmicas de grupo, enfim, recursos que descentralizem a disciplina do quadro e do giz, pois isso atrai a atenção da turma e a aula nunca fica monótona e chata

O professor é uma figura muito presente na vida de todos nós. É alguém que vemos quase diariamente. Então porque não “quebrar o gelo” e além de professor, você se tornar amigo de seus alunos? Quando o professor toma essa atitude, o respeito, a atenção, a admiração e o carinho dos alunos vêm naturalmente, fazendo com que a sala de aula se torne um lugar agradável, acessível e disciplinado.

Lynn Glommy

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Resumão: O quadro econômico da república brasileira

A solidificação do sistema oligárquico brasileiro é que vai delinear a nova economia que se estabelece no Brasil excluindo as grandes massas das decisões políticas do país.

Com Campos Sales, esse poder passa a se solidificar ainda mais. sistema oligárquico de poder, mas para isso era preciso o domínio oligárquico da economia também, que nesse período estava voltada para o café.

Enquanto a elite rural paulista desejava a industrialização através dos investimentos e financiamentos externos, o governo via essa industrialização como aventuras, ou seja, na prática fazia a defesa do grupo da qual fazia parte.

O governo de Campos Sales desestimulou a indústria, mas valorizou o café, que era centralizado em São Paulo, pois lá eles tinham uma mentalidade mais empresarial e recebiam investimentos ingleses, o que ajudou na expansão. Campos Sales era defensor da idéia de que o Brasil devia produzir e exportar matérias-primas.

Com o financiamento estrangeiro foram construídas linhas férreas unindo a zona produtora aos centros de exportação. Isso aumentou também a migração de baianos e mineiros para São Paulo.

Campos Sales apesar de defender os interesses dos produtores de café acabou com a inflação do país naquele período, mas vai surgir um problema que é o excedente da produção do Café – originando Surge também o acordo de Taubaté que não foi bom para o povo que é sempre quem acaba pagando os acordos malfadados, que faz com que a valorização do café passe a ser problema do governo federal, mas, em breve, São Paulo e Minas Gerais pressionam o governo para abrir mão da política de valorização do café.

O foco da economia no Brasil era na região sudeste. Enquanto isso no nordeste há a implantação do capitalismo com a substituição do engenho de cana pelas usinas.

Com a I Guerra Mundial, as exportações diminuem, mas isso ajuda o Brasil a progredir industrialmente, o que o moderniza ainda mais, porém tenciona a sociedade.

História do Brasil Imperial – Do fim do colonialismo à abdicação de D. Pedro I

Pessoal, estou postando minha seleção de tópicos que podem servir de norte para quem quer estudar o período imperial da história do Brasil. Acho interessante, pois nos guia bem para pesquisar esse tema maravilhoso.

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· A colônia era o mecanismo lucrativo da metrópole. Era ela que produzia tudo o que a metrópole queria revender para obter lucro no mercado europeu.

· A metrópole se encarregava da administração da colônia e tratava de assegurar a aplicação e a manutenção dos princípios do sistema monopolista.

· Portugal dependia do Brasil para salvar sua economia.

· O sistema mercantilista tornou-se base sobre a qual se desenvolveu a revolução industrial.

· Limitar a expansão cultural atendia aos interesses de uma classe, a mesma que, ao protagonizar a independência, cuidou de limitar-lhe também o alcance e os efeitos.

· O bloqueio continental deixa Portugal numa situação difícil, pois a França começava a ameaçar o território metropolitano. Tudo isso para obrigar D. João VI a aderir a Napoleão.

· D. João VI simulou uma ruptura com a Inglaterra e faz um acordo secreto para transferir a corte para o Brasil, em troca, aconteceria a abertura dos portos do Brasil para a Inglaterra.

· Com a presença da corte no Brasil, a separação de Brasil e Portugal vai se concretizando. Há o fim do mercantilismo e o Rio de Janeiro se moderniza.

· A abertura dos portos deixa o Brasil abarrotado de produtos ingleses com preços altíssimos e isso faz acabar de vez o monopólio comercial.

· Esse liberalismo comercial bloqueou o surgimento da indústria brasileira.

· Em 1810 há o tratado de amizade que legaliza essa abertura dos portos para nações amigas, a qual a Inglaterra era a principal beneficiada

· Em 1822 surge o Estado Nacional. Resultado dos interesses da classe de ma minoria dominante.

· A atividade manufatureira é proibida, mas isso não causa grandes impactos no país, pois não era sua “especialidade”.

· Portugal, com o objetivo de frear o surgimento de uma consciência crítica, proíbe a formação de órgãos como a imprensa ou universidades.

· No Brasil, os meios de comunicação eram precários e havia poucas estradas.

· A falta de instrução era notável: Camponeses pobres e livres, trabalhadores pobres e escravos não tinham nenhum acesso à educação.

· Quando a corte chega ao Brasil, a situação muda um pouco, pois, para manter o padrão de vida da corte, são criados diversos órgãos no Brasil, como a imprensa, o banco do Brasil, a biblioteca nacional, a academia de medicina e a escola de belas artes.

· Portugal tinha apenas a colônia brasileira para obter lucro, com isso, o Brasil só comercializava com ele. Isso gerou inúmeros conflitos no nordeste. Além disso, vinha do nordeste através de impostos, o dinheiro para manter a corte no Rio de Janeiro.

· A revolução do porto em 1820 foi uma revolta nacionalista ocorrida em resposta à abertura dos portos para a Inglaterra. Essa revolução incita a independência brasileira.

· No processo de independência, apenas a Bahia resiste.

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terça-feira, 15 de março de 2011

A peste negra na Europa

Dor, medo, cidades vazias, chagas físicas e psicológicas. Isso era apenas um pouco do horror que a peste bubônica, conhecida popularmente como “peste negra”, deixava por onde passava.

Oriunda na Mongólia e trazida à Europa através do comércio marítimo, a peste negra foi rapidamente disseminada por todo o continente, pois contava com alguns aliados que contribuíram muito para sua rápida propagação: Os ratos, as condições sanitárias e a higiene precária.

A bactéria Yersinia pestis, causadora da doença, hospedou-se em pulgas de ratos e era transmitida ao ser humano através da mordida de ambos, que eram transportados para várias partes da Europa nos navios comerciais e encontraram na mesma um cenário perfeito para proliferação: Esgotos a céu aberto, lixo por toda parte, grandes aglomerados urbanos e, como se não bastasse, as pessoas não tinham hábitos salutares e/ou higiênicos.

Desse modo foi fácil dizimar um terço da população européia. Os centros urbanos ficaram abandonados e os que sobreviveram teriam que enfrentar a falta de alimentos e a crise sócio-econômica que surgiu, pois agora faltava mão-de-obra, os senhores feudais sobrecarregavam os trabalhadores que restaram e ainda por cima os cobravam impostos pelos que morreram.

Além de todos esses transtornos na vida das pessoas, a peste negra ainda mexeu com o imaginário e o pensamento religioso, pois antes dela, a morte, por exemplo, era vista com muita naturalidade pelos medievais, no entanto, após presenciar o horror e o sofrimento dos doentes, a idéia da morte passa a amedrontar o povo e os fez atribuir a peste negra a castigos divinos.


Texto: Lynn Glommy

Correção: The GB

Imagem: Brasil Escola

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cultura Popular na Idade Média

Vejam essa pequeno documentário que eu fiz para um trabalho da faculdade.

Invasão Holandesa - A Luta dos Estrangeiros

POR : LYNNGLOMMY

Após serem derrotados na Bahia, os holandeses criaram a companhia das Índias Ocidentais e invadem Pernambuco, em busca de açúcar, em 1630. Mais de sete mil homens conquistaram Recife, e nos próximos vinte e quatro anos só houve guerras, disputas por poder e dinheiro, traições e acordos secretos.
Nesse período, foi fundado um núcleo de guerrilhas por Matias de Albuquerque.
O Arraial do Bom Jesus fez surgir vários guerrilheiros que, entre vitórias e derrotas, conseguem vencer os holandeses.
Após isso, ocorrem muitas mudanças: A capitania é arrasada, Matias de Albuquerque volta para a Europa e as tropas lusas são dirigidas pelo italiano Bagnuolo. Há aí uma certa liberdade religiosa. Liberdade essa que não incluía os judeus, que sempre estavam divididos entre os portugueses e os holandeses. Em seguida acontece a batalha de Guararapes, a qual faz os holandeses abandonarem o Brasil. Essa batalha teve apoio de índios e negros. Felipe Camarão morre e Henrique Dias perde uma mão.
O resultado dessa batalha foi o fortalecimento da colonização portuguesa, a manutenção dos senhores de engenho, o aumento de quilombos, devido às fugas dos escravos e a diáspora dos judeus de Pernambuco, pois eles estavam aliados aos holandeses que lhes prometiam mais espaço econômico e político. Ao serem expulsos de Pernambuco, os judeus foram para o norte da América (EUA) e lá, ajudaram a fundar Nova York.
A historiografia oficial afirma que a luta contra os holandeses causou um sentimento nativista em índios, negros e brancos. Fazendo-os sentirem vontade de libertar o país. E uma conseqüência disso é a Aclamação de Amador Bueno em 1641. Foi a primeira tentativa de independência do Brasil. Porém, o “rei” não queria esse título e como o povo acusava matá-lo se não aceitasse o título, ele fugiu para o Mosteiro de São Bento, onde fez com que os monges convencessem o povo a não matá-lo.
Em 1666 acontece a rebelião de Nosso Pai. Nosso Pai era uma procissão que aconteciam com grande participação popular. Em 1666, durante a procissão o capitão Jerônimo Furtado de Mendonça tentou prender autoridades da capitania, a resposta dos fiéis foi a agressão às autoridades e o controle da escolta. Mendonça foi derrotado e enviado para a Europa, onde iria ser preso.

domingo, 27 de junho de 2010

Relações de gênero

POR : LYNNGLOMMY

Os gêneros feminino e masculino são, de fato, uma questão que vai muito além da biologia; abrange áreas culturais, históricas, sociais, etc. Os conflitos entre homens e mulheres atravessam sociedades históricas, definindo a forma de representar a realidade social e a forma de intervir nela.
Outro fator afetado pelas diferenças entre os sexos é a religião, onde nesta predomina deidades masculinas que são “engrandecidas” de modo que chega a minimizar a mulher com preconceitos por causa do dito domínio do homem sobre processos naturais.Desde os primórdios da humanidade vemos essas diferenças bem nítidas. A própria bíblia sagrada exalta essa “superioridade” masculina, em versos que dizem que a mulher não pode ter voz ativa nas sinagogas, que a mulher precisa ser submissa ao seu marido, e principalmente na versão bíblica da criação, onde é afirmado que Deus criou o homem e de sua costela fez a mulher, em outras palavras, a mulher, aqui, é colocada sob total submissão e dependência do homem.
Porém, o tempo foi passando e esse quadro mudou. As mulheres conseguiram superar esse rótulo de “frágil e submissa”, elas conseguiram o direito da voz ativa, do voto, da participação na política, no trabalho assalariado.
Enfim, as mulheres lutaram muito através de grandes heroínas como, por exemplo, Joana D’arc que promoveu a Libertação de Orléans e coroação de Carlos VII, Princesa Isabel com a Libertação dos Escravos, Anita Garibaldi com a Revolução Farroupilha.

A figura abaixo retrata uma realidade totalmente androcêntrica. A mulher sendo prisioneira de si própria, sendo crucificada ao seu próprio eu. Essa pintura deixa bem clara a opinião ainda presente: A da inferioridade do sexo feminino. Mesmo com todas as conquistas que as mulheres obtiveram, elas ainda são muito discriminadas e sofrem preconceitos.

A sociedade machista que vê a mulher como submissa e frágil perante o homem, teve seu pensamento muito bem ilustrado nesta obra abaixo, de autor desconhecido.





A missão do cristianismo no processo de globalização

POR : LYNNGLOMMY



O crescente fosso entre Norte e Sul


A globalização é a oportunidade única de o cristianismo realizar efetivamente seu caráter universalista e católico. Porém existe um fator negativo, pois ela se desenvolve no modo de produção capitalista altamente competitivo.

O poder econômico, quando aliado ao político, determina o rumo do mundo. Isso acontece por causa das diversificações e informações que se tornam poderosos agentes em vários fatores. Além do mais, o capital global conseguiu uma simbiose com os estados nacionais, fazendo alianças de interesses e transformando a população em consumidores, sem participar em suas sociedades. O conflito entre capital e trabalho também vem crescendo, pois os ganhos gerados pelo aumento da produtividade não são divididos democraticamente entre os trabalhadores. Com a capital tendo mais poder sobre a riqueza, ele aumenta ainda mais a contradição em relação àqueles que vivem do seu próprio trabalho. Por isso, o desemprego ganha forma crônica, provoca migrações, xenofobia, e desenraizamento cultural, o que provoca o surgimento de exclusão social.

Há também conflitos entre Norte e Sul. O sistema global de mercado está criando hoje uma polarização mais extrema e danosa à sustentabilidade do que nos tempos mais violentos da colonização.

O fim da era colônia não significou a superação da dominação e da opressão. Pelo contrário, surgiram formas mais sofisticadas para explorar. E isso está se agravando a cada dia.

“ Na era da globalização, as elites do hemisfério norte estão revelando uma incapacidade crescente de fazer com que o aumento da riqueza e a acumulação do capital venham acompanhados de melhoramento da qualidade de vida de todos os cidadãos da Terra como um grande e único ecossistema. E as elites do sul, sempre menos numerosas, estão tentando adaptar-se, pelas políticas de ajustes estruturais, ao mercado mundial, aumentando seus privilégios e com imensa exclusão social de porções numerosas da população. Criou-se, na verdade, um Norte global (constituído pelas elites do Norte e do Sul) e um Sul global (pelas maiorias pobres do Sul, junto com o número crescente de trabalhadores empobrecidos e excluídos do Norte), aumento o fosso entre um e outro ”.

Esse tipo de globalização comandada pelo capital e não por uma ética e humanismo, faz ocorrer uma radical crise de civilização.

O desenvolvimento material nos últimos anos produziu insatisfação, quebra de fraternidade e solidariedade. A natureza e os homens foram tratados como mercadorias. Daí a grave crise ecológica que estamos sofrendo atualmente.

As religiões e igreja foram cooptadas por esse sistema. Em alguns países, perderam sua capacidade profético-crítica, em outros, os setores importantes do cristianismo compreenderam o pecado social e estrutural desse tipo de ordem.



Rumo a uma única sociedade mundial.


A crise mundial civilizacional é de tal gravidade que corremos o risco de cataclismos sociais enormes e de um colapso ecológico alarmante se não encontrarmos uma saída redentora.

Por isso, é necessário um novo sentido fundamental para a vida humana pessoal e social. É muito importante refocalizar a própria compreensão do ser humano, haver a concepção de sociedade, revistar a noção de democracia, a qual deve ser social e participativa, refundar a economia política, impor um novo paradigma de desenvolvimento onde a atividade econômica deve ter a finalidade de centrar o referencial de desenvolvimento no homem individual e coletivo e haver uma transformação cultural e subjetiva.

A democracia planetária é um desafio enorme, porém não impossível. O perigo é global e a salvação também. Ou todos mudam de atitude, ou todos nos perderemos.



A missão do cristianismo no processo de globalização


O cristianismo tem, nisso, um desafio: Salvar a humanidade sob grave ameaça de auto-destruição. Para tal desafio é necessário que ele se globalize e seja aceito pelas culturas mundiais.

Só será aceito como valor aquele cristianismo que, antes de qualquer coisa, descobrir nas tradições culturais e espirituais da humanidade a presença do Espírito e do Evangelho de Deus. Após servir e inculturar-se nos valores do respectivo povo, anuncia o Evangelho de Jesus.

O cristianismo só abrir-se-á á globalização se ele defender a vida sob todas as suas formas e viver a irmandade universal a partir dos pobres e oprimidos.

A vida é a realidade mais ameaçada. A vida é sagrada, pois representa a floração mais alta e misteriosa do processo evolucionário. É por ela que revela o mistério do mundo que chamamos de Deus..